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A Minha Matilde & Cª 

segunda-feira, setembro 25, 2006

A Janela ...


Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para não ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo la fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.


Alberto Caeiro

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21 Comments:
Anonymous Ludovicus Rex said...

Amei, simplesmente amei.
E essa janela... Saudades do mar...
Um abraço

4:05 da tarde  
Blogger sem-comentarios said...

Adorei essas janelas...dá para espreitar e ver a beleza do mar :)

Fernando Pessoa tem poemas lindos, esse é apenas mais um.

Bjs á tua Matilde ***

7:19 da tarde  
Anonymous Papagueno said...

Realmente essas janelas são fantásticas.

9:06 da tarde  
Blogger Pequenina said...

Essas Janelas valem mesmo apena! Boa semana Matilde. Beijinhos!

9:27 da tarde  
Anonymous Rui Cruz said...

duas janelas duas paisagens
Será que alguém andou duas viagens?

Nunca podemos saber sem os conhecer
Algum dia terei nisso muito prazer


Rui

9:47 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Passei para te deixar votos de uma boa semana.
Beijos

10:37 da tarde  
Blogger CORCUNDA said...

Abaixo a Filosofia e abram-se as janelas...

11:34 da tarde  
Blogger Kalinka said...

ADOREI...
Ainda estou arrepiada, com a belíssima poesia de Alberto Caeiro adornada com tão maravilhosa imagem...
Bela escolha, Miguel. Parabéns.
A tua sensibilidade aqui demonstrada de forma evidente, além de muito bom gosto.
Ai, que saudades do mar...
Beijos gratos.

1:09 da manhã  
Blogger Maria said...

Miguel, fantástico. É preciso ver com o coração, sempre. Que casa linda vim encontrar por aqui, neste sonho chamado Matilde.

Maria (em Setembro...)

1:11 da manhã  
Blogger Noel said...

Essas janelas são show! Por que eu nunca pensei nisso antes???? hehe! Vou fazer isso aqui em casa... Eu nunca abro as janelas mesmo por causa dos mosquitos... hehe! É bom que fico com uma vista linda todo dia!

Abração amigo da metrópole!

8:30 da manhã  
Blogger Alma Minha said...

O poema é lindo, a Janela mesmo de sonho!
Bjs à Matilde e para ti

10:07 da manhã  
Blogger Beetle Bug said...

Palminhas, muitas muitas! :)

10:37 da manhã  
Blogger Baby said...

Essas são as janelas da alma,vemos o que os nossos olhos desenham, quando a realidade é cinzenta e monótona.
Há que abrir todas e janelas e portas e partir à descoberta das árvores, dos rios, do mar e do Sol!
Baby

10:54 da manhã  
Blogger S&M said...

"E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela."
É uma pena que nunca vejamos do outro lado aquilo que faz parte dos nossos sonhos...
Beijocas
S

1:15 da tarde  
Blogger Dalila said...

Parece que andamos mesmo na mesma onda!
Percebi logo que era Pessoa antes de ler o fim. Caeiro é bom demais.

2:03 da tarde  
Blogger Mixikó said...

Boa onda Miguel...

3:06 da tarde  
Blogger Ana said...

Eu amoooo Alberto Caeiro! É o meu heterónimo favorito!!! =))

6:37 da tarde  
Blogger looking4good said...

Alberto Caeiro, excelente. É preciso abrir as janelas ( e não só as físicas) para ver o mundo.

7:27 da tarde  
Blogger Pedro Ferreira, Visconde de Cunhaú said...

Isto parece a paisagem perto da minha casa...Por acaso já tiveste em Natal?

7:52 da tarde  
Blogger Cruzeiro said...

Que bom que era abrir as janelas e ver os nossos sonhos tornados realidade...

1:46 da tarde  
Blogger JotaCê Carranca said...

Como eu gosto de ver o mar em todos os seus ângulos e ãrritmias.
Beijos à mATILDE

10:55 da manhã  

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