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A Minha Matilde & Cª 

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Direitos Humanos ...

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"Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando

Mas já é tarde.

Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo."

Bertold Brecht (1898-1956)


Abalados pela barbárie recente e ensejosos de construir um mundo sob novos alicerces ideológicos, os dirigentes das nações que emergiram como potências no período pós-guerra, liderados por URSS e EUA estabeleceram na conferência de Yalta, na Inglaterra, em 1945, as bases de uma futura “paz” definindo áreas de influência das potências e acertado a criação de uma Organização multilateral que promova negociações sobre conflitos internacionais, objetivando evitar guerras e promover a paz e a democracia e fortaleça os Direitos Humanos.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adotada pela ONU em 10 de dezembro de 1948 (A/RES/217). Esboçada principalmente por John Peters Humphrey, do Canadá, mas também com a ajuda de várias pessoas de todo o mundo.



"Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Dotados de razão e consciência, devem agir uns para os outros em espírito de fraternidade." Artº 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos

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5 Comments:
Blogger Ludo Rex said...

Passados 60 anos e ainda tanta coisa por fazer. Bom post.
Abraço

2:30 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Sempre em cima do acontecimento Miguel!

Abraços
João Martins

9:47 da tarde  
Blogger o escriba said...

Miguel

Terão que passar outros 60 anos para a humanidade apreender, compreender e aplicar o verdadeiro significado da palavra fraternidade.
Gostei do post.

beijos à Matilde & Cª
Esperança

12:22 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Sugiro para o Natal a compra do DVD " Manhã Submersa" de Lauro António. Aqui fica um pequeno texto sobre alguém que viu o filme e se sentiu retratado:o meu jugo é suave
Os insondáveis desígnios de Deus. Esta é a oração, frequente, melhor, a principal justificação para a forte conduta repressiva, sempre em nome de Deus, da Igreja. Ao rever passados tantos anos o filme "Manhã Submersa" (Lauro António, 1980 – adaptação do romance homónimo de Vergílio Ferreira) surpreendi-me pelo que foi a minha própria educação católica. Embora não num seminário, como no filme, e a tão relativa pouca distância, a educação católica e os princípios morais que me deram a conhecer, tinha eu idade aproximada da personagem central do filme, são idênticas às que os Senhores Eclesiásticos nos transmitiam na Igreja, nos campos de férias, na catequese, nos dias em que passei por aquela altura na paróquia. Lembro-me bem do padre, do Sr. Padre, e dos fortes princípios morais que procurava transmitir, incutir nos nossos pensamentos, nos nossos actos e nas nossas omissões (confesso que sem sucesso - nunca acreditei nele). Lembro-me bem de um episódio, após mais um campo de férias, em que o Sr. Padre nos juntou para uma purgação conjunta do que tinha acontecido naquele último campo. Um a um todos foram afirmando o que achavam, chegada a minha vez referi que o campo serviu só para uma coisa: para dar uns beijos, estavam todos ali para isso, a redenção dos nossos pecados passava por isso, por encontrar a rapariga certa para o beijo certo, para os bailes de garagem seguintes e para pouco mais. Claro, o Sr. Padre não gostou, paciência, ele próprio daria uns beijos com uma senhora que lhe tombava aos pés e que logo lhe levantava as saias (nas famigeradas caminhadas e retiros espirituais). O filme "Manhã Submersa" é um filme triste, muito triste. E belo, muito belo. É uma obra poderosa, que remonta à nossa infância, à infância dos homens da minha geração, do nosso país, a uma época de repressão, de fortes desigualdades sociais, de pobreza, de austeridade, principalmente para quem teve, como eu, uma forte vivência na província. Lembro-me bem de quando chegava era recebido como um estranho, tudo porque era do Porto, de uma “grande metrópole”. Lembro-me bem das minhas tias, todas solteiras, que me tratavam com tal honra que era chamado pelos outros como o reizinho, o menino rei, o menino (bom, eu era, na altura, filho único, neto único, sobrinho único; confesso, fui mimado, por isso o sou ainda). E a Igreja sempre presente. Sempre a repressão por tudo que era a descoberta de uma vida feliz. O alcande para a felicidade apregoada pela Igreja passava pela obediência, pela asfixia dos sentimentos, pelo desapego que nos incutiam a ter os nossos próprios desejos, pela renúncia a uma existência alegre, tudo em nome de Deus, para o caminho de uma vida sem pecado. Haja paciência, nunca a tive, cedo desisti dessa vida dedicada a Deus. Não de Deus, esse continua presente. Como dizia Jesus: “O meu jugo é suave”. E é desse jugo que eu gosto, em que eu acredito.
----Anita

1:01 da manhã  
Blogger A. Jorge said...

Olá!
Desculpa incomodar-te, mas gostava de saber se sabes alguma coisa da Elisabete Cunha do “Encanto Renascer”. Desapareceu simplesmente e como vi lá comentários teus, pensei que soubesses de algo. Se souberes diz-me para o ajgos@hotmail.com
Obrigado

Jorge

1:39 da tarde  

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